Professor Pedro em Arraiolos

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Arquivo de conceitos_5ano

conceitos quinto ano

Revolução:
É um conjunto de profundas e repentinas alterações/mudanças em termos políticos, económicos, sociais e/ou culturais numa região ou país.

Dinastia:
Trata-se do conjunto de soberanos (reis) pertencentes ao mesmo tronco de uma família.

Crónica:
É uma narração dos acontecimentos por ordem cronológica… mas a que não pode ser dado valor científico (histórico), porque não seguia as regras a que hoje obedecemos para escrever História.

Cortes:
Eram uma assembleia (reunião) de representantes do Clero, da Nobreza e dos Concelhos (Povo) que o Rei chamava para se aconselhar em determinados assuntos ou para pedir a recolha de impostos extraordinários, por exemplo.

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conceitos quinto ano

Ordem Religiosa
: Comunidade religiosa, que reúne monges, monjas e freiras que obedecem a uma “regra”, isto é, um conjunto de normas que devem seguir na sua vida. É por isso que estes membros do Clero têm o nome de Clero Regular.

Ordem Religiosa Militar
: Trata-se de uma comunidade religiosa que, a par de seguir a sua regra religiosa, devia também participar na guerra contra os “infiéis”, isto é, os elementos de outras religiões.

Mosteiro
: Trata-se do edifício e todas as suas dependências (partes), onde se recolhiam as ordens religiosas: os monges e monjas.
Compreendem, então, um conjunto de estruturas para habitação e oração para os monges/monjas: a igreja; o claustro, que se abre para um jardim, onde por vezes existe uma fonte ou lavabos em frente ao refeitório. Em torno do claustro, dispõem-se os serviços do mosteiro (sala do capítulo, refeitório, parlatório, dormitório, cozinhas…). Existem também a enfermaria e o calefatório ou sala de aquecimento.
Os mosteiros também ficaram conhecidos pela existência de funções específicas da condição de vida monástica, como os scriptoriae (do latim scriptor, “o que escreve”), onde trabalham os monges copistas e iluminadores, próximo da biblioteca ou arquivo. Anexamente às estruturas centrais do mosteiro, claustro e igreja, existiam as áreas ligadas às produções agrícolas. Falamos dos celeiros, moinhos, adegas, tulhas, cavalariças e estábulos, oficinas, pocilgas, etc.
Os mosteiros possuíam ainda, nas suas cercas, jardins, capelas, ermidas, pomares, estufas, lagos e também laboratórios e centros de pesquisa, como observação astronómica, por exemplo. De recordar também que muitos mosteiros possuem colégios e outro tipo de escolas, a recordar as scolae monásticas da Idade Média.

Concelho
: A palavra concelho, que aparece em documentos a partir do século XIII, começou por designar, na Idade Média, a assembleia dos vizinhos (habitantes) de uma povoação. Tal assembleia exercia o seu poder resolvendo questões da economia local e elaborando regras gerais.
Apesar de a origem dos concelhos ser muito discutida, parece que terão surgido por causa da Reconquista Cristã, resultando de factores de ordem económica, social, política e militar.
Desta forma, é feita distinção entre os concelhos rurais e os concelhos urbanos. Os primeiros eram constituídos por pequenos grupos de povoadores, cuja autonomia é possível perceber nas cartas de povoação pela referência a magistrados que podiam ser eleitos pelos vizinhos. Os concelhos urbanos dividiam-se em burgos (cidades), ou seja, povoações constituídas junto de uma fortaleza onde viviam pessoas dependentes do poder senhorial e cuja carta de foral concedia aos seus moradores igualdade de direitos, e, por outro lado, em concelhos em que a figura dominante era o cavaleiro-vilão, tratando-se, na maior parte, de territórios na fronteira.

Carta de Foral
: Os forais eram diplomas (documentos) concedidos pelo rei e por outros senhores nobres ou religiosos, contendo regras para as relações dos habitantes entre si e a identidade que lhe dava a carta. Os primeiros forais foram atribuídos com o objectivo de povoar e atrair mão-de-obra a determinados locais. As cartas de foral eram diferentes umas das outras, mas serviam para estabelecer as liberdades e garantias das pessoas e bens dos povoadores (homens do povo), determinavam-se os impostos, definiam-se as multas devidas pelos crimes, ajustava-se o serviço militar e as obrigações e privilégios dos cavaleiros-vilãos, determinava-se o aproveitamento de terrenos comuns, etc. As cartas de foral (forais) eram essencialmente normas de Direito público; o Direito privado continuava a reger-se pelo costume. Os elementos do povo que recebiam o foral recebiam a terra a título definitivo e hereditário, podendo vendê-la após algum tempo de residência obrigatória.

conceitos quinto ano

Grupo Social
:
é um conjunto de pessoas que têm os mesmos objectivos e exercem as mesmas funções na sociedade. Em Portugal, no século XIII, podemos distinguir três grupos ou ordens sociais: Clero, Nobreza e Povo.

Clero
:
trata-se de uma ordem social que junta os membros da igreja e que tem como função rezar pelo conjunto da sociedade. Assim, Papa, Bispos, Padres e Monges fazem parte deste grupo social.
Como se considerava a religião muito importante esta ordem social tinha muitos privilégios.

Nobreza
:
reúne os senhores nobres, aqueles que estão mais próximos do rei. Na verdade, o rei é o mais importante dos nobres.
Deste grupo social espera-se que faça a guerra, apoiando o rei, para tornar o reino mais importante ou para o defender dos inimigos. Assim, esta ordem social tem a função de guerrear/proteger o conjunto da sociedade.
A nobreza é, então, um dos grupos sociais mais importantes e, por isso, detinha um conjunto de privilégios.

Povo
:
é o grupo social da grande maioria da população. O povo era o grupo que trabalhava, enquanto os outros dois grupos sociais rezavam e combatiam. Assim, o povo tem como função trabalhar/alimentar o conjunto da sociedade, vive do seu trabalho e não tem quaisquer privilégios.
Mais tarde surge, dentro do povo, um novo grupo social, que depressa vai alcançar alguma importância: a burguesia. Inicialmente habitante do burgo (ou cidade), isto é burguês, mercador (comerciante) ou mesteiral (artesão) rico, depois todos esses que, não tendo título de nobreza, trabalhavam e acumulavam riqueza, tão importantes que chegam a ter favores dos reis.

Grupo ou Ordem Privilegiada
:
as ordens privilegiadas são as ordem que têm privilégios, isto é, vantagens em relação a outros.
Em Portugal, no século XIII, o Clero e a Nobreza eram ordens privilegiadas, uma vez que:
> recebiam muitas terras do rei;
> muitas vezes, podiam aplicar a justiça nos seus territórios;
> não tinham que pagar impostos ao rei;
> podiam cobrar impostos aos membros do povo.
No entanto, todas as ordens sociais (Clero, Nobreza e Povo) deviam ao rei fidelidade (tinham de ser de confiança para o rei), obediência (deviam fazer tudo o que rei mandasse) e auxílio (isto é, deviam ajudar o rei sempre que ele precisasse).

conceitos quinto ano

Condado
:
nome dado a um território governado por um conde.
Um condado não era um território independente, fazia parte de um reino.
Assim, o conde devia administrar o seu condado, mas tinha de prestar contas e ajudar o seu rei (chefe de todo o reino).

Fronteira
:
é o limite entre dois territórios. Trata-se, pois, de uma linha imaginária estabelecida por dois países para os dividir. Muitas vezes são usados rios ou montanhas para estabelecer as fronteiras.

Independência
:
relaciona-se com o que é livre e autónomo.
Assim, no século XII, D. Afonso Henriques procurou a independência do seu território para ter liberdade e autonomia em relação ao Reino de Leão, ou seja, pretendia não estar na dependência daquele reino.

Tratado
:
é um acordo estabelecido entre dois países ou reis.

Bula
:
trata-se de uma carta escrita pelo Papa. Como o Papa era muito respeitado por todos os Cristãos, o que dizia nas suas cartas valia como uma lei.

Reino
:
é um território independente que é governado por um rei.

Monarquia
:
é uma forma de governo de um país, em que o chefe é um monarca (outro nome usado para designar um rei).

conceitos quinto ano

Mouros
: povo muçulmano que invadiu (em 711) e dominou a quase totalidade da Península Ibérica, região a que chamaram Al-Andaluz.

Islamismo
: Religião dos Muçulmanos. Trata-se de uma religião monoteísta, isto é, os Muçulmanos acreditam num único Deus, a que dão o nome de Alá. O profeta, isto é, a pessoa que veio ensinar a palavra da nova religião, foi Maomet, que começou a pregar em Meca, a cidade mais importante para os Muçulmanos.

Reconquista Cristã
:
Movimento militar dos Cristãos que tem por objectivo conquistar, de novo, as terras da Península Ibérica que haviam sido ocupadas pelos Muçulmanos. Este processo teve constantes avanços e recuos, assim como momentos de intensa guerra e outros de convivência entre Cristãos e Muçulmanos.

conceitos quinto ano

Império
: Conjunto de todos os territórios (diferentes entre si) que são dominados pelo mesmo imperador (chefe).

Império Romano (século II d. C.)

Cristianismo
: Conjunto das religiões cristãs que se baseiam nos ensinamentos, na pessoa e vida de Jesus Cristo. (Exemplos: o catolicismo, o protestantismo e as igrejas ortodoxas).

Romanização
:
Chama-se ao processo de transformação dos povos conquistados efectuada pelos romanos, através da introdução da sua língua, leis, cultura, tradições, modos de vida, religião, etc.

Bárbaros
:
Nome dado pelos Romanos aos povos oriundos do Norte da Europa, que não falavam latim, e que foram responsáveis pelo fim do Império Romano.

conceitos quinto ano

conceitos

Pré-História
: período da História da humanidade em que apenas existem vestígios materiais (isto é, objectos) que comprovam a sua existência. Não há, portanto, documentos/textos escritos, uma vez que esses povos ainda não conheciam a escrita.

Foi nesta época que viveram as Comunidades de Caçadores-Recolectores (de cerca 2 500 000 a. C a cerca de 6 000 a. C.) e as Comunidades Agro-Pastoris (de cerca de 6 000 a.C a cerca de 4 000 a. C.).